
Juntei as conchas perdidas pelo mar em vão,
Pelo desejo de ver-te, vagamente, amor...
Pelo desejo de ver-te, vagamente, amor...
Tracei caminhos, entre corações...
Como quem quisesse eternizar um sonho
Em mar nunca navegado,
Como um coração sem dor...
Olhos de silêncio em tua sombra,
Em tuas pegadas na areia,
Eram uma miragem,
Eram como claves de sol...
Como uma partitura desenhada,
Banhada pelas ondas do mar,
Eu juntei conchas perdidas...
Pelo desejo de ver-te, vagamente, amor...
Eu desacreditaria em mim mesma,
Não fossem os sonhos que compõem
tantas ilusões...
Eles voltam constantemente
A sobrevoar o infinito que há em meu
interior...
Eu junto conchas perdidas...
Pelo desejo de ver-te, vagamente, amor...
Isabela