Chora minh’alma no vazio,
No leito verdejante de algum rio...
Dormem meus sentidos nas sombras,
Entre as árvores que acolhem pássaros feridos...
No leito verdejante de algum rio...
Dormem meus sentidos nas sombras,
Entre as árvores que acolhem pássaros feridos...
Chora minh’alma no vazio,
Amparo-me no colo do meu Criador,
Sou a ovelha pródiga,
Que retorna ao seio do lar por amor...
Peço-te, Deus, perdão a cada passo em vão,
Mas de todo sei não é desperdiçado,
Pois, cada fato vem de causa esperada,
No caminho certo por ti articulado...
Sei, por vezes, meu coração atormentado,
Aprendi o que é saudade,
Nas perdas inesperadas,
Aprendi o que é humildade,
Na ausência do Pão sacrificado,
Aprendi o que é generosidade,
Na mesa farta de amor e caridade...
Só não aprendi, Deus, a conhecer-me
Quando choro sem ter dor...
Quando cego totalmente de amor...
Quando viajo sem rumo e,
Ainda assim, tu revelas meu destino...
Quando a favor da tua obra,
Me tornas instrumento frágil,
Mente e corpo em desatino...
Me tornas instrumento frágil,
Mente e corpo em desatino...
Vem agora soprar-me uma benção,
Para que eu entenda o 'Adeus',
Destas passagens breves e dolorosas,
Pois quero a calma de um dia ensolarado,
Ao perfume mais lindas rosas...
Para que eu entenda o 'Adeus',
Destas passagens breves e dolorosas,
Pois quero a calma de um dia ensolarado,
Ao perfume mais lindas rosas...
