Por que no anfiteatro desta carência,
arrebata-me esta cena,
em escura e torpe câmera?
Onde adormeceu minha inocência?
Por que meu amor silencia
no esquecimento de seu caminho,
quando em imagens breves me trazem seu ícone,
que em sombra escura me acaricia?
Por que não tenho, agora, asas,
nem companhia para voltar?
Por que a estrada carregou-se de moinhos,
e fez-me folha solta sem bagagem para levar?
Por que Deus, por quê?
Por que a sombra agora é jogo,
o conceito não tem moral,
o hábito fez-se engodo
e o prazer da liberdade, vício tal?
Por que a solidão não é uma carta mal escrita,
que se possa arremessá-la ao longe,
sem migalhas de perdão?
Por que meu caminho não é tão breve,
quanto ao cair da noite fria,
para que eu pudesse qual uma flor
2 comentários:
lindo o texto...
"Por que a solidão não é uma carta mal escrita,
que se possa arremessá-la ao longe?"
por que?!
beijos amelisticos! =*
Belas palavras!
Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
Nas vastas planícies, terras por conquistar…
Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar
Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor
Um resto de uma agradável semana!
Bem-haja!
O eterno abraço…
-MANZAS-
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