Quisera eu saber o quanto faço parte desta atemporalidade,
Por que ainda não percebo as flores às margens desta estrada,
E a luz da tarde me cerca de inquietude sobre minhas ansiedades,
Não há começo nem fim, só uma longa e contínua via desenhada….
maio 06, 2009
Eu te amei no silêncio da noite...
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausta.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a sombra
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a sombra
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu não o esquecerei... Te observarei, sempre como um Anjo...
Tu encostarás a tua face em outras faces.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu mergulharás incerto para as madrugadas.
Mas tu não saberás que quem te abraça, na dor, sou eu, porque eu te amei no silêncio das noites insanas.
Porque eu encostei minha face na tua, e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os teus, como anéis dourados em meu colo.
E eu senti o misterioso íntimo do teu abandono desordenado em êxtase...
Eu ficarei eventualmente só, como a lua eclipsada.
Mas eu te possuirei como ninguém porque continuarás a navegar dentro de mim.
Eu ouço os sinais do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
E imagino a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz secreta.
Perdida em mim na fonte do amor...
(Vinícius de Morais)
.
Eu não o esquecerei... Te observarei, sempre como um Anjo...
Tu encostarás a tua face em outras faces.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu mergulharás incerto para as madrugadas.
Mas tu não saberás que quem te abraça, na dor, sou eu, porque eu te amei no silêncio das noites insanas.
Porque eu encostei minha face na tua, e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os teus, como anéis dourados em meu colo.
E eu senti o misterioso íntimo do teu abandono desordenado em êxtase...
Eu ficarei eventualmente só, como a lua eclipsada.
Mas eu te possuirei como ninguém porque continuarás a navegar dentro de mim.
Eu ouço os sinais do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
E imagino a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz secreta.
Perdida em mim na fonte do amor...
(Vinícius de Morais)
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março 09, 2009
Por que não tenho asas para voar?
Por que no anfiteatro desta carência,
arrebata-me esta cena,
em escura e torpe câmera?
Onde adormeceu minha inocência?
Por que meu amor silencia
no esquecimento de seu caminho,
quando em imagens breves me trazem seu ícone,
que em sombra escura me acaricia?
Por que não tenho, agora, asas,
nem companhia para voltar?
Por que a estrada carregou-se de moinhos,
e fez-me folha solta sem bagagem para levar?
Por que Deus, por quê?
Por que a sombra agora é jogo,
o conceito não tem moral,
o hábito fez-se engodo
e o prazer da liberdade, vício tal?
Por que a solidão não é uma carta mal escrita,
que se possa arremessá-la ao longe,
sem migalhas de perdão?
Por que meu caminho não é tão breve,
quanto ao cair da noite fria,
para que eu pudesse qual uma flor
arrebata-me esta cena,
em escura e torpe câmera?
Onde adormeceu minha inocência?
Por que meu amor silencia
no esquecimento de seu caminho,
quando em imagens breves me trazem seu ícone,
que em sombra escura me acaricia?
Por que não tenho, agora, asas,
nem companhia para voltar?
Por que a estrada carregou-se de moinhos,
e fez-me folha solta sem bagagem para levar?
Por que Deus, por quê?
Por que a sombra agora é jogo,
o conceito não tem moral,
o hábito fez-se engodo
e o prazer da liberdade, vício tal?
Por que a solidão não é uma carta mal escrita,
que se possa arremessá-la ao longe,
sem migalhas de perdão?
Por que meu caminho não é tão breve,
quanto ao cair da noite fria,
para que eu pudesse qual uma flor
secar ao ser colhida?
E espraiar, no céu, leve e fluída,
ao ver perdido, no mar, meu coração?
Por que a vida é um sonho?
E nele tem tanta solidão?
Por quê?
E espraiar, no céu, leve e fluída,
ao ver perdido, no mar, meu coração?
Por que a vida é um sonho?
E nele tem tanta solidão?
Por quê?
...
janeiro 19, 2009
São elas, as criancinhas, o amor e o luto de um presente abortado...
São elas, as criancinhas, as lamentações
pelo estigma de morrerem todos os dias...
Representam a perda do que fomos,
e do que um dia esperávamos ser...
A dor do luto sobre uma infância enclausurada,
em abusos, luxúrias, egoísmos e explorações...
Devaneios de uma guerra ignorante, e por quais razões?
Por um pedaço de chão...
Pelas migalhas do seu pão...
Pela mídia desinteressada...
Pela falsa moral...
Pelos governos corrompidos...
Eis a calamidade de uma nação...
A crença parida no ventre da morte é, agora, violência e mutilação...
De que forma consolaremos as crianças que restarem desta triste condenação?
Das que ainda correm nuas pelas ruas, fugindo...
Tais quais rosas cálidas de Hiroshima,
Representam a perda do que fomos,
e do que um dia esperávamos ser...
A dor do luto sobre uma infância enclausurada,
em abusos, luxúrias, egoísmos e explorações...
Devaneios de uma guerra ignorante, e por quais razões?
Por um pedaço de chão...
Pelas migalhas do seu pão...
Pela mídia desinteressada...
Pela falsa moral...
Pelos governos corrompidos...
Eis a calamidade de uma nação...
A crença parida no ventre da morte é, agora, violência e mutilação...
De que forma consolaremos as crianças que restarem desta triste condenação?
Das que ainda correm nuas pelas ruas, fugindo...
Tais quais rosas cálidas de Hiroshima,
Sem rumos, sem corações, sem braços, pernas ou mãos?
E aos que descerraram seus olhos na fumaça da morte que trouxe a degradação?
Em algum momento de suas vidas,
Fora, o amor, o único vínculo desejado pelos braços de suas mães,
E aos que descerraram seus olhos na fumaça da morte que trouxe a degradação?
Em algum momento de suas vidas,
Fora, o amor, o único vínculo desejado pelos braços de suas mães,
mesmo estando rotos e calejados...
Em algum momento de suas vidas,
Fora, a morte, na angústia, o medo mais cruel,
Em algum momento de suas vidas,
Fora, a morte, na angústia, o medo mais cruel,
entre os destroços do luto indesejado...
São elas as criancinhas,
São elas as criancinhas,
o amor e o luto de um presente abortado...
Pelo egocentrismo de quem se acha isento
Pelo egocentrismo de quem se acha isento
de viver esta vida sem dor e sem tormentos,
Mas, apenas, com os notáveis discursos ensaiados,
Mas, apenas, com os notáveis discursos ensaiados,
alimentando irônicas políticas falidas,
tornando-se hostis e perigosos a cada dia...
Alimentando o ódio e a opulência,
Em tempos de desamor...
Alimentando o ódio e a opulência,
Em tempos de desamor...
dezembro 27, 2008
O amor não é um engano
O amor não é um engano,
Não vivo, na piedade, a sua transição.
Não, nunca serei vítima da paixão!
Minha fidelidade amorosa,
Fruto de pura imaginação?
Não, sou verdadeiramente
A clave de sol, início de um prelúdio,
Momento mágico da canção...
Não vivo, na piedade, a sua transição.
Não, nunca serei vítima da paixão!
Minha fidelidade amorosa,
Fruto de pura imaginação?
Não, sou verdadeiramente
A clave de sol, início de um prelúdio,
Momento mágico da canção...
Sou aquela que não se vê
Nas ruas em passos tristes
Quando ama...
Nem mesmo a delicada palavra
Que foi sucumbida,
‘Est ce que subsiste, jamais cést oublié...'
Nunca há dias contados,
Nem espaço para saudades reprimidas,
Nem espaço para saudades reprimidas,
Não, o amor não é um engano
É magia delirante que vibra
Em minha voz com sorrisos
De lábios beijados...
E em olhares cúmplices,
E em olhares cúmplices,
Infintamente desejados,
Que cegam na convicção de sua loucura.
Não, o amor não é um engano,
Não choro as suas lágrimas
Mas, se assim o for...
Meu cúmplice haverá de enxugá-las
Com a mais pura ternura...
O amor, não é um engano
É transição, é paixão, prelúdio,
magia, beijo e desejo...
O mistério dos encantos
O mistério dos encantos
Em seus subterfúgios,
Obscuro em toda alma
Que carrega a sua chama...
dezembro 24, 2008
Abraça-me...
>Vem,
Abraça-me, faz nosso círculo em mil voltas
Abraça-me, faz nosso círculo em mil voltas
E transforma o silêncio em música
Nesse momento de criação...
Vem,
Nesse momento de criação...
Vem,
Espalda teus braços longos de amor sobre o meu céu,
E escurece a tarde em noite breve...
Enquanto me beijas
E escurece a tarde em noite breve...
Enquanto me beijas
Vem,
Acaricia meus cabelos com tuas mãos suaves
E emoldura meu rosto com tua paixão...
E emoldura meu rosto com tua paixão...
Porque só tu ocultas o meu vazio sob esse véu...
Vem,
Vem,
Seduz minha alma à luz dessa ilusão...
Não vês que pulsa meu coração em teu compasso,
Enquanto te tenho em breve espaço de tempo?
Não vês que pulsa meu coração em teu compasso,
Enquanto te tenho em breve espaço de tempo?
Vem,
Que a noite termina e meu corpo chora tua perda...
Agora que nos encontramos e torpes nos perdemos
Lembra do caminho...
E vem ...
Agora que nos encontramos e torpes nos perdemos
Lembra do caminho...
E vem ...
Isabela
dezembro 19, 2008
Escutava-me com o coração
Escutava-me com o coração,
Num estado de conflito e pura admiração...
Seus olhos percorriam-me livremente
Eu não o compreendia, mas sentia,
Ele ia em direção ao seu desejo...
Num estado de conflito e pura admiração...
Seus olhos percorriam-me livremente
Eu não o compreendia, mas sentia,
Ele ia em direção ao seu desejo...
Eu sabia o que ele estava dizendo,
E percebia essa verdade...
De nos encontrarmos com a finalidade da vida...
Deixamo-nos ficar em silêncio,
Num reconhecimento de amor e liberdade...
Transformado o momento em respiração ofegante,
Ficamos extremamente próximos e fluídicos...
Assim nos encontramos, etéreos...
Transcendendo o desejo fundamental da vida,
Numa imensidão subconsciente,..
Com gosto de amor imensurável...
..........
(22/11/08)
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