Que eu sempre possa fazer uma prece
quando não tiver mais forças para
mergulhar em lagos profundos de solidão e amor...
Que eu tenha sempre mãos
para segurar a dor que se assenta
cortante em meu peito...
Que minhas aquisições sejam
perenes de ternos sentimentos...
Que minhas paixões componham meu diário
e se façam poemas perfeitos...
Que Deus seja sempre a minha melhor crença,
pelo bem maior que dele emana
e meu espírito alimenta...
Que meu amor nunca seja ignorado
e confundido com as falhas do tempo,
tornando-se esquecimento...
Que cada sorriso. que de minha alma escoe,
tenha a pressa sincera de conhecer
outro ainda mais feliz...
Que toda saudade seja o socorro de minha angústia,
e me dê oportunidade
de ser eterna aprendiz...
Que a cada perda eu possa confiar no futuro
e aceite sem medidas
o que a vida me ensina...
Que eu posssa ter sempre palavras doces e gentis
pois o amanhã é uma árvore renovada da qual
oferece frutos do que eu mais plantei...
Que eu tenha tempo suficiente para olhar o futuro,
fazer dele meu melhor escudo, e em dias incertos,
talvez tristes, mas por todo amor que sempre tive,
seja meu lar mais feliz e mais seguro...
março 09, 2009
Por que não tenho asas para voar?
Por que no anfiteatro desta carência,
arrebata-me esta cena,
em escura e torpe câmera?
Onde adormeceu minha inocência?
Por que meu amor silencia
no esquecimento de seu caminho,
quando em imagens breves me trazem seu ícone,
que em sombra escura me acaricia?
Por que não tenho, agora, asas,
nem companhia para voltar?
Por que a estrada carregou-se de moinhos,
e fez-me folha solta sem bagagem para levar?
Por que Deus, por quê?
Por que a sombra agora é jogo,
o conceito não tem moral,
o hábito fez-se engodo
e o prazer da liberdade, vício tal?
Por que a solidão não é uma carta mal escrita,
que se possa arremessá-la ao longe,
sem migalhas de perdão?
Por que meu caminho não é tão breve,
quanto ao cair da noite fria,
para que eu pudesse qual uma flor
arrebata-me esta cena,
em escura e torpe câmera?
Onde adormeceu minha inocência?
Por que meu amor silencia
no esquecimento de seu caminho,
quando em imagens breves me trazem seu ícone,
que em sombra escura me acaricia?
Por que não tenho, agora, asas,
nem companhia para voltar?
Por que a estrada carregou-se de moinhos,
e fez-me folha solta sem bagagem para levar?
Por que Deus, por quê?
Por que a sombra agora é jogo,
o conceito não tem moral,
o hábito fez-se engodo
e o prazer da liberdade, vício tal?
Por que a solidão não é uma carta mal escrita,
que se possa arremessá-la ao longe,
sem migalhas de perdão?
Por que meu caminho não é tão breve,
quanto ao cair da noite fria,
para que eu pudesse qual uma flor
secar ao ser colhida?
E espraiar, no céu, leve e fluída,
ao ver perdido, no mar, meu coração?
Por que a vida é um sonho?
E nele tem tanta solidão?
Por quê?
E espraiar, no céu, leve e fluída,
ao ver perdido, no mar, meu coração?
Por que a vida é um sonho?
E nele tem tanta solidão?
Por quê?
...
janeiro 19, 2009
São elas, as criancinhas, o amor e o luto de um presente abortado...
São elas, as criancinhas, as lamentações
pelo estigma de morrerem todos os dias...
Representam a perda do que fomos,
e do que um dia esperávamos ser...
A dor do luto sobre uma infância enclausurada,
em abusos, luxúrias, egoísmos e explorações...
Devaneios de uma guerra ignorante, e por quais razões?
Por um pedaço de chão...
Pelas migalhas do seu pão...
Pela mídia desinteressada...
Pela falsa moral...
Pelos governos corrompidos...
Eis a calamidade de uma nação...
A crença parida no ventre da morte é, agora, violência e mutilação...
De que forma consolaremos as crianças que restarem desta triste condenação?
Das que ainda correm nuas pelas ruas, fugindo...
Tais quais rosas cálidas de Hiroshima,
Representam a perda do que fomos,
e do que um dia esperávamos ser...
A dor do luto sobre uma infância enclausurada,
em abusos, luxúrias, egoísmos e explorações...
Devaneios de uma guerra ignorante, e por quais razões?
Por um pedaço de chão...
Pelas migalhas do seu pão...
Pela mídia desinteressada...
Pela falsa moral...
Pelos governos corrompidos...
Eis a calamidade de uma nação...
A crença parida no ventre da morte é, agora, violência e mutilação...
De que forma consolaremos as crianças que restarem desta triste condenação?
Das que ainda correm nuas pelas ruas, fugindo...
Tais quais rosas cálidas de Hiroshima,
Sem rumos, sem corações, sem braços, pernas ou mãos?
E aos que descerraram seus olhos na fumaça da morte que trouxe a degradação?
Em algum momento de suas vidas,
Fora, o amor, o único vínculo desejado pelos braços de suas mães,
E aos que descerraram seus olhos na fumaça da morte que trouxe a degradação?
Em algum momento de suas vidas,
Fora, o amor, o único vínculo desejado pelos braços de suas mães,
mesmo estando rotos e calejados...
Em algum momento de suas vidas,
Fora, a morte, na angústia, o medo mais cruel,
Em algum momento de suas vidas,
Fora, a morte, na angústia, o medo mais cruel,
entre os destroços do luto indesejado...
São elas as criancinhas,
São elas as criancinhas,
o amor e o luto de um presente abortado...
Pelo egocentrismo de quem se acha isento
Pelo egocentrismo de quem se acha isento
de viver esta vida sem dor e sem tormentos,
Mas, apenas, com os notáveis discursos ensaiados,
Mas, apenas, com os notáveis discursos ensaiados,
alimentando irônicas políticas falidas,
tornando-se hostis e perigosos a cada dia...
Alimentando o ódio e a opulência,
Em tempos de desamor...
Alimentando o ódio e a opulência,
Em tempos de desamor...
dezembro 27, 2008
O amor não é um engano
O amor não é um engano,
Não vivo, na piedade, a sua transição.
Não, nunca serei vítima da paixão!
Minha fidelidade amorosa,
Fruto de pura imaginação?
Não, sou verdadeiramente
A clave de sol, início de um prelúdio,
Momento mágico da canção...
Não vivo, na piedade, a sua transição.
Não, nunca serei vítima da paixão!
Minha fidelidade amorosa,
Fruto de pura imaginação?
Não, sou verdadeiramente
A clave de sol, início de um prelúdio,
Momento mágico da canção...
Sou aquela que não se vê
Nas ruas em passos tristes
Quando ama...
Nem mesmo a delicada palavra
Que foi sucumbida,
‘Est ce que subsiste, jamais cést oublié...'
Nunca há dias contados,
Nem espaço para saudades reprimidas,
Nem espaço para saudades reprimidas,
Não, o amor não é um engano
É magia delirante que vibra
Em minha voz com sorrisos
De lábios beijados...
E em olhares cúmplices,
E em olhares cúmplices,
Infintamente desejados,
Que cegam na convicção de sua loucura.
Não, o amor não é um engano,
Não choro as suas lágrimas
Mas, se assim o for...
Meu cúmplice haverá de enxugá-las
Com a mais pura ternura...
O amor, não é um engano
É transição, é paixão, prelúdio,
magia, beijo e desejo...
O mistério dos encantos
O mistério dos encantos
Em seus subterfúgios,
Obscuro em toda alma
Que carrega a sua chama...
dezembro 24, 2008
Abraça-me...
>Vem,
Abraça-me, faz nosso círculo em mil voltas
Abraça-me, faz nosso círculo em mil voltas
E transforma o silêncio em música
Nesse momento de criação...
Vem,
Nesse momento de criação...
Vem,
Espalda teus braços longos de amor sobre o meu céu,
E escurece a tarde em noite breve...
Enquanto me beijas
E escurece a tarde em noite breve...
Enquanto me beijas
Vem,
Acaricia meus cabelos com tuas mãos suaves
E emoldura meu rosto com tua paixão...
E emoldura meu rosto com tua paixão...
Porque só tu ocultas o meu vazio sob esse véu...
Vem,
Vem,
Seduz minha alma à luz dessa ilusão...
Não vês que pulsa meu coração em teu compasso,
Enquanto te tenho em breve espaço de tempo?
Não vês que pulsa meu coração em teu compasso,
Enquanto te tenho em breve espaço de tempo?
Vem,
Que a noite termina e meu corpo chora tua perda...
Agora que nos encontramos e torpes nos perdemos
Lembra do caminho...
E vem ...
Agora que nos encontramos e torpes nos perdemos
Lembra do caminho...
E vem ...
Isabela
dezembro 19, 2008
Escutava-me com o coração
Escutava-me com o coração,
Num estado de conflito e pura admiração...
Seus olhos percorriam-me livremente
Eu não o compreendia, mas sentia,
Ele ia em direção ao seu desejo...
Num estado de conflito e pura admiração...
Seus olhos percorriam-me livremente
Eu não o compreendia, mas sentia,
Ele ia em direção ao seu desejo...
Eu sabia o que ele estava dizendo,
E percebia essa verdade...
De nos encontrarmos com a finalidade da vida...
Deixamo-nos ficar em silêncio,
Num reconhecimento de amor e liberdade...
Transformado o momento em respiração ofegante,
Ficamos extremamente próximos e fluídicos...
Assim nos encontramos, etéreos...
Transcendendo o desejo fundamental da vida,
Numa imensidão subconsciente,..
Com gosto de amor imensurável...
..........
(22/11/08)
Presságios de noites longas e partidas...

Sinto o mundo imenso em aflição
É um canto de dor querer sobreviver...
Quero ir além do céu, alcançar a sua mão...
Em cada sonho uma missão...
Todos morrem ao cair da noite,
E vão para um mundo exigente de perdão.
Existe amor em cada estrela...
Não posso chorar além da razão,
Quando esta chega a me arrasar
Tão fortemente em que tudo é escuridão...
Corro além do caminho desejado,
Escolho as sombras abraçadas,
Ali restam traços de união,
Pois, o que há além das pedras arrastadas?
Pesando em meu coração?
Tenho jóias preservadas
Nas pontes frágeis da oração.
Há vida no vento que sopra,
Tem um toque vago de alegria ,
Um pouco de emoção vazia...
Existem corações que amam...
Mas ainda morrem todas as noites,
Nos delírios de um sono sem direção...
Resta uma esperança que brilha ,
Anunciando vozes que se sincronizam,
Deslizando num eco infinito em redenção...
Presságios de noites longas e partidas...
Presságios de noites longas e partidas...
Com a certeza de ver o sol em outros dias...
E sombras unidas em laços de afeição...
dezembro 11, 2008
Chora minha alma no vazio
Chora minh’alma no vazio,
No leito verdejante de algum rio...
Dormem meus sentidos nas sombras,
Entre as árvores que acolhem pássaros feridos...
No leito verdejante de algum rio...
Dormem meus sentidos nas sombras,
Entre as árvores que acolhem pássaros feridos...
Chora minh’alma no vazio,
Amparo-me no colo do meu Criador,
Sou a ovelha pródiga,
Que retorna ao seio do lar por amor...
Peço-te, Deus, perdão a cada passo em vão,
Mas de todo sei não é desperdiçado,
Pois, cada fato vem de causa esperada,
No caminho certo por ti articulado...
Sei, por vezes, meu coração atormentado,
Aprendi o que é saudade,
Nas perdas inesperadas,
Aprendi o que é humildade,
Na ausência do Pão sacrificado,
Aprendi o que é generosidade,
Na mesa farta de amor e caridade...
Só não aprendi, Deus, a conhecer-me
Quando choro sem ter dor...
Quando cego totalmente de amor...
Quando viajo sem rumo e,
Ainda assim, tu revelas meu destino...
Quando a favor da tua obra,
Me tornas instrumento frágil,
Mente e corpo em desatino...
Me tornas instrumento frágil,
Mente e corpo em desatino...
Vem agora soprar-me uma benção,
Para que eu entenda o 'Adeus',
Destas passagens breves e dolorosas,
Pois quero a calma de um dia ensolarado,
Ao perfume mais lindas rosas...
Para que eu entenda o 'Adeus',
Destas passagens breves e dolorosas,
Pois quero a calma de um dia ensolarado,
Ao perfume mais lindas rosas...
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